sábado, 10 de agosto de 2013

VOCAÇÃO FAMILIAR: Chamados para o amor!




A família cristã é uma comunhão de pessoas, vestígio e imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Sua atividade procriadora e educadora é o reflexo da obra criadora do Pai. Ela é chamada a partilhar da oração e do sacrifício de Cristo. A oração cotidiana e a leitura da Palavra de Deus fortificam nela a caridade. A família cristã é evangelizadora e missionária (Catecismo da Igreja Católica - n° 2205).

Hoje, dia 11 de agosto, segundo domingo do mês, comemoramos civicamente o dia dos Pais. E em comunhão com esta data festiva, nas nossas celebrações litúrgicas rezamos de maneira especial pela “Vocação Familiar”. Realizamos com isso, a abertura oficial da Semana Nacional da Família, que traz para este ano, a meditação sobre a seguinte temática: “A Transmissão e Educação da Fé Cristã na Família”. Vejamos um pouco mais sobre esta vocação.

A Vocação Familiar é a vocação para o Amor. É um dom, é uma graça de Deus concedida à humanidade de maneira bem específica. A família deve ser constituída por duas pessoas que se amam de maneira profunda e incondicional. São pessoas distintas entre si, com qualidades, desejos, anseios, capacidades, defeitos e potencialidades particulares, mas que decidem abrir mão um pouco do seu eu, para compartilhar a vida com outro, a partir da experiência forte do Amor, vivenciado e correspondido por ambos.

Na relação familiar, uma pessoa complementa a outra de maneira recíproca. Ninguém deve se sobrepor perante o outro. Ninguém é “escravo”, ou objeto de manipulação. Todos têm direitos e deveres iguais. E o que deve prevalecer no casal, é o diálogo, para que juntos possam construir a sua vida familiar, da maneira mais coerente possível com o que se propuseram a viver perante a sociedade e a vontade de Deus.

Como nos diz o n° 2205 do Catecismo da Igreja Católica, traduzindo para a nossa realidade atual, uma família bem estruturada, está aberta para vivenciar o Amor, que se expressa de maneira plena na relação una da Trindade Santa: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Com a vida pautada pelo Amor Divino, a família terá a capacidade de gerar seus filhos, sabendo educá-los nos mistérios da Fé cristã, por meio da prática da caridade com o próximo, da oração cotidiana e da leitura e meditação atenta da Palavra de Deus. São estes elementos que nutrem e fortificam a unidade e a prosperidade da família perante a Graça Celeste. 

O Catecismo ainda nos lembra de que, a Família nos dias de hoje, deve ainda retomar com maior convicção o seu papel de ser evangelizadora e missionária, a fim de transformar a realidade em que se encontra a luz da Vontade de Deus. Pois, o futuro da sociedade e da formação da personalidade do ser humano, vai depender exclusivamente dos ensinamentos e exemplos de transmissão dos valores que a família concede a ele no decorrer das etapas da sua vida: infância, adolescência, juventude, e adulto.

Nesse dia dos Pais e da Vocação Familiar, rezemos pedindo a Deus, que toque mais o coração do ser humano, para que ele tenha a capacidade de reconhecer o Seu Amor paternal pela humanidade, e que seguindo o exemplo, possam também amar os membros de sua família sabendo educá-los na caminhada da Fé. Rezemos também de maneira especial, pelos diversos moradores de rua: crianças, jovens e adultos, que por diversos motivos foram separados do aconchego familiar, que Deus seja o conforto e a esperança no coração de cada um deles. Por fim, rezemos também por todas as famílias que se encontram em conflito, que o Espírito Santo as guie, para que possam se estabilizar e construir sua relação tendo como base a vivência do amor de Deus.

Que o bom Deus da paz, derrame sobre cada um de nós sua graça, e nos conceda saúde e força na nossa caminhada de vida. Que Ele abençoe a cada uma de nossas Famílias. Amém.





Frt. Gedeir Vieira Gonçalves, SDN

Estudante de Teologia pela Faculdade Católica de Fortaleza – Ce 

(Missionário Sacramentino de Nossa Senhora)







sábado, 3 de agosto de 2013

VOCAÇÃO SACERDOTAL: Viver para Deus, a serviço da sua Igreja.



“Toda vocação sacerdotal é um grande mistério, 
um dom que supera infinitamente o homem”. 

|Beato João Paulo II|





Neste mês de agosto, somos convidados a rezar mais intensamente pelas diversas vocações na nossa Igreja. A cada domingo rezamos por uma em especial, na seguinte ordem: Primeiro Domingo: Vocação Sacerdotal (Dia do Padre); Segundo Domingo: Vocação Familiar (Dia dos Pais); Terceiro Domingo: Vocação Religiosa (Dia da Vida Religiosa); Quarto Domingo: Vocação Laical (Dia dos Ministérios Leigos) e, no caso em que há cinco finais de semana, no Quinto Domingo, celebramos o Dia do Catequista. Estamos celebrando o Primeiro Domingo, onde rezamos pelas vocações sacerdotais, em memória de São João Maria Vianney, patrono dos mesmos. 

Ao falarmos da vocação sacerdotal, estamos nos referindo ao homem, que no mais profundo do seu ser, faz a experiência com o mistério de Deus, se sente inquietado pelo mesmo, para realizar algo maior em sua vida em prol do serviço à Igreja, para a transformação do mundo. Nesta inquietude, ele decide abandonar sua vida corriqueira e simples, para viver inteiramente e na radicalidade, a realização da vontade de Deus. Ele se sente chamado, a estar a serviço do povo de Deus, assim como Moisés (cf. Ex 3, 1-10), Samuel (cf. 1Sm 3, 1-21), Isaías (cf. Is 6), Jeremias (cf. Jr 1, 4-10), os 12 discípulos (cf. Lc 6, 12-19), entre outros personagens bíblicos a mais, que também foram escolhidos e chamados por Deus a uma vocação mais especifica. 

Este homem a exemplo de muitos outros, responde a este chamado com o seu sim generoso e gratuito de entrega total. E a partir de então, vive exclusivamente para Deus. Ele está no mundo, mas não se deixa consumir pelas coisas do mundo. Dentro do seu contexto de realidade social, deve ser um profeta, um sinal da presença de Deus operante no mundo. Deve ser capaz de apontar as injustiças, as violências e as opressões praticadas e ao mesmo tempo, deve propor uma nova vida, pautada pelos ensinamentos da Boa Nova anunciados por Cristo Jesus, onde se valoriza a dignidade do ser humano. Como sacerdote deve estar também a serviço da Igreja – Povo de Deus seja por meio da administração dos sacramentos, nas missões, como também na realização dos diversos outros ritos litúrgicos.

Nesta semana, onde somos convidados a rezar pela vocação sacerdotal, vamos lembrar-nos dos ministros ordenados da nossa Igreja em seu todo, que a cada dia doam sua vida para a edificação do Reino celeste no mundo atual, cheio de conflito e vícios. Que o bom Deus da paz que os escolheu, os fortifique na sua missão de serem verdadeiros pastores do rebanho, e não o deixem cair no desanimo e nem na banalização dos Mistérios Sagrados da nossa fé. Peçamos também que Deus continue passando no coração de nossos jovens, lançando a semente da Vocação Sacerdotal, para o fortalecimento da sua Igreja e da sua missão.



Frt. Gedeir Vieira Gonçalves, SDN

|Graduando em Teologia|
  

A FIGURA DO VIGÁRIO DE ARS e o ministério do Pe. Júlio Maria De Lombaerd...

“A obrigação que temos de amar o próximo  é tão grande, que Deus a transforma num mandamento, que coloca logo em seguida àquele a que nos ordena que amemos com todo o coração”
 |VIANNEY, O Cura de Ars|

            Este pequeno texto não trata de uma biografia e nem mesmo de um compêndio sobre a vida e obra do Pe. Júlio Maria e nem de São João Maria Vianney, mas de uma breve reflexão sobre o ministério destes dois personagens. Não me alongarei em decifrar textos de espiritualidade, mas de descobrir nestes dois homens de Deus, virtudes que nos inspiram a cada dia a responder com coragem ao chamado de Deus na nossa vida como para a vida da igreja no Mundo.  
            O que há de comum na vida destes dois homens? Como rezavam? Como exerciam seu sacerdócio na comunidade de fé?
            Bem, vale lembrar que estes dois grandes homens viveram em épocas completamente diferentes, mas não se pode pensar o mesmo quando se trata das necessidades. Como sabemos, toda a fé cristã baseia-se na experiência fundante de Jesus Cristo, revelação plena de Deus na História, como também, nos seus ensinamentos, que pra nós cristãos, tratam-se das normas necessárias para se chegar a plenitude da fé, que é o amor incondicional a Deus e ao próximo.
            O que conduziu com vivacidade a vocação de cada um foi à intensidade com que viveram seus ministérios, inclusive, o dom sacerdotal. De um tempo a outro, os dois Homens de Deus se uniram num único ideal, capaz de transformar a realidade de seus tempos, unindo um passado com o futuro, num presente muito concreto, e por isso, mesmo inspirador para aqueles que viessem posteriormente como continuadores de um carisma silencioso, mas cheio de espiritualidade.
            Ambos mostraram em seu tempo que a maior segurança de toda a vocação, ao chamado de Deus, é a escuta amorosa ao Senhor que fala e continua a nos falar pela a história. Suas virtudes, os tragaram para o mais profundo que um homem possa chegar na sua vida, no coração, que aliais, por estes corações, surgiram os gestos mais ternos de um pai aos filhos que queriam apenas um consolo, uma esperança, uma bonita oportunidade de tomar nas mãos a dignidade de se tornarem filhos de Deus.
            Rezavam a vida e falavam ao Senhor as vidas que lhes eram entregues. Não havia oração mais perfeita e mais doce que falar-lhe ao Pai a vida, como um filho fala das descobertas do dia. Pois bem, falavam-lhes nos gestos e na acolhida, num ato muito próprio de se relacionar com o Sagrado, sobretudo, nas Eucaristias. Eram sábios e com palavras davam conforto a todos que os procuravam nos confessionários.
            Exerciam com fé um sacerdócio comum e unia a eles toda uma assembleia de filhos sedentos da graça de Deus. Padres que intensificaram num amor-sacrifício os gestos mais verdadeiros de entrega absoluta a Vontade de Deus, no trabalho, na oração, na acolhida, na fé... Padres que significaram sacramentalmente a marca de Cristo, o Bom Pastor, que dá a vida pelas suas Ovelhas, como “curas” de suas respectivas aldeias – paróquias e que desempenharam as mais bonitas experiências sacerdotais que poderíamos conhecer.
            Por tanto, na ocasião do dia de São João Maria Vianney, rezemos por todos os padres que conhecemos para que tenham nestas duas figuras as virtudes necessárias para bem pastorear seu povo, e acolher com ternura todos os seus filhos como numa grande família... Que atuem na missionariedade da Palavra de Deus a exemplo de Maria, a Missionária do Pai, no amor-sacrifício, em tudo, fazer a vontade de Jesus, seu Filho. Enfim, numa data tão especial que toda a Igreja é chamada a refletir e rezar pela Vocação Sacerdotal, peçamos sempre ao senhor da Messe que envie operários e missionários dispostos em tudo fazer a vontade de Deus
             

Autor: Frt. José Flávio, SDN

Email: flaviogem13@hotmail.com