Aconteceu no ultimo dia 20 de outubro, as 16h, no horário de Brasilia a Ordenação Presbiteral do Diác. Frt. Rodrigo Ferreira, SDN na cidade mineira de Lajinha-MG. Nós que compomos a Casa de Formação Pe. Júlio Maria parabenizamos nosso irmão de caminhada pelo seu "sim" ao chamado de Deus. Parabéns Pe. Rodrigo, SDN!
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
sábado, 10 de agosto de 2013
VOCAÇÃO FAMILIAR: Chamados para o amor!
A família cristã é uma comunhão de pessoas, vestígio e imagem da comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Sua atividade procriadora e educadora é o reflexo da obra criadora do Pai. Ela é chamada a partilhar da oração e do sacrifício de Cristo. A oração cotidiana e a leitura da Palavra de Deus fortificam nela a caridade. A família cristã é evangelizadora e missionária (Catecismo da Igreja Católica - n° 2205).
Hoje, dia 11 de agosto, segundo domingo do mês, comemoramos civicamente o dia dos Pais. E em comunhão com esta data festiva, nas nossas celebrações litúrgicas rezamos de maneira especial pela “Vocação Familiar”. Realizamos com isso, a abertura oficial da Semana Nacional da Família, que traz para este ano, a meditação sobre a seguinte temática: “A Transmissão e Educação da Fé Cristã na Família”. Vejamos um pouco mais sobre esta vocação.
A Vocação Familiar é a vocação para o Amor. É um dom, é uma graça de Deus concedida à humanidade de maneira bem específica. A família deve ser constituída por duas pessoas que se amam de maneira profunda e incondicional. São pessoas distintas entre si, com qualidades, desejos, anseios, capacidades, defeitos e potencialidades particulares, mas que decidem abrir mão um pouco do seu eu, para compartilhar a vida com outro, a partir da experiência forte do Amor, vivenciado e correspondido por ambos.
Na relação familiar, uma pessoa complementa a outra de maneira recíproca. Ninguém deve se sobrepor perante o outro. Ninguém é “escravo”, ou objeto de manipulação. Todos têm direitos e deveres iguais. E o que deve prevalecer no casal, é o diálogo, para que juntos possam construir a sua vida familiar, da maneira mais coerente possível com o que se propuseram a viver perante a sociedade e a vontade de Deus.
Como nos diz o n° 2205 do Catecismo da Igreja Católica, traduzindo para a nossa realidade atual, uma família bem estruturada, está aberta para vivenciar o Amor, que se expressa de maneira plena na relação una da Trindade Santa: o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Com a vida pautada pelo Amor Divino, a família terá a capacidade de gerar seus filhos, sabendo educá-los nos mistérios da Fé cristã, por meio da prática da caridade com o próximo, da oração cotidiana e da leitura e meditação atenta da Palavra de Deus. São estes elementos que nutrem e fortificam a unidade e a prosperidade da família perante a Graça Celeste.
O Catecismo ainda nos lembra de que, a Família nos dias de hoje, deve ainda retomar com maior convicção o seu papel de ser evangelizadora e missionária, a fim de transformar a realidade em que se encontra a luz da Vontade de Deus. Pois, o futuro da sociedade e da formação da personalidade do ser humano, vai depender exclusivamente dos ensinamentos e exemplos de transmissão dos valores que a família concede a ele no decorrer das etapas da sua vida: infância, adolescência, juventude, e adulto.
Nesse dia dos Pais e da Vocação Familiar, rezemos pedindo a Deus, que toque mais o coração do ser humano, para que ele tenha a capacidade de reconhecer o Seu Amor paternal pela humanidade, e que seguindo o exemplo, possam também amar os membros de sua família sabendo educá-los na caminhada da Fé. Rezemos também de maneira especial, pelos diversos moradores de rua: crianças, jovens e adultos, que por diversos motivos foram separados do aconchego familiar, que Deus seja o conforto e a esperança no coração de cada um deles. Por fim, rezemos também por todas as famílias que se encontram em conflito, que o Espírito Santo as guie, para que possam se estabilizar e construir sua relação tendo como base a vivência do amor de Deus.
Que o bom Deus da paz, derrame sobre cada um de nós sua graça, e nos conceda saúde e força na nossa caminhada de vida. Que Ele abençoe a cada uma de nossas Famílias. Amém.
Frt. Gedeir Vieira Gonçalves, SDN
Estudante de Teologia pela Faculdade Católica de Fortaleza – Ce
(Missionário Sacramentino de Nossa Senhora)
sábado, 3 de agosto de 2013
VOCAÇÃO SACERDOTAL: Viver para Deus, a serviço da sua Igreja.
“Toda vocação sacerdotal é um grande mistério,
um dom que supera infinitamente o homem”.
|Beato João Paulo II|
Neste mês de agosto, somos convidados a rezar mais intensamente pelas diversas vocações na nossa Igreja. A cada domingo rezamos por uma em especial, na seguinte ordem: Primeiro Domingo: Vocação Sacerdotal (Dia do Padre); Segundo Domingo: Vocação Familiar (Dia dos Pais); Terceiro Domingo: Vocação Religiosa (Dia da Vida Religiosa); Quarto Domingo: Vocação Laical (Dia dos Ministérios Leigos) e, no caso em que há cinco finais de semana, no Quinto Domingo, celebramos o Dia do Catequista. Estamos celebrando o Primeiro Domingo, onde rezamos pelas vocações sacerdotais, em memória de São João Maria Vianney, patrono dos mesmos.
Ao falarmos da vocação sacerdotal, estamos nos referindo ao homem, que no mais profundo do seu ser, faz a experiência com o mistério de Deus, se sente inquietado pelo mesmo, para realizar algo maior em sua vida em prol do serviço à Igreja, para a transformação do mundo. Nesta inquietude, ele decide abandonar sua vida corriqueira e simples, para viver inteiramente e na radicalidade, a realização da vontade de Deus. Ele se sente chamado, a estar a serviço do povo de Deus, assim como Moisés (cf. Ex 3, 1-10), Samuel (cf. 1Sm 3, 1-21), Isaías (cf. Is 6), Jeremias (cf. Jr 1, 4-10), os 12 discípulos (cf. Lc 6, 12-19), entre outros personagens bíblicos a mais, que também foram escolhidos e chamados por Deus a uma vocação mais especifica.
Este homem a exemplo de muitos outros, responde a este chamado com o seu sim generoso e gratuito de entrega total. E a partir de então, vive exclusivamente para Deus. Ele está no mundo, mas não se deixa consumir pelas coisas do mundo. Dentro do seu contexto de realidade social, deve ser um profeta, um sinal da presença de Deus operante no mundo. Deve ser capaz de apontar as injustiças, as violências e as opressões praticadas e ao mesmo tempo, deve propor uma nova vida, pautada pelos ensinamentos da Boa Nova anunciados por Cristo Jesus, onde se valoriza a dignidade do ser humano. Como sacerdote deve estar também a serviço da Igreja – Povo de Deus seja por meio da administração dos sacramentos, nas missões, como também na realização dos diversos outros ritos litúrgicos.
Nesta semana, onde somos convidados a rezar pela vocação sacerdotal, vamos lembrar-nos dos ministros ordenados da nossa Igreja em seu todo, que a cada dia doam sua vida para a edificação do Reino celeste no mundo atual, cheio de conflito e vícios. Que o bom Deus da paz que os escolheu, os fortifique na sua missão de serem verdadeiros pastores do rebanho, e não o deixem cair no desanimo e nem na banalização dos Mistérios Sagrados da nossa fé. Peçamos também que Deus continue passando no coração de nossos jovens, lançando a semente da Vocação Sacerdotal, para o fortalecimento da sua Igreja e da sua missão.
Frt. Gedeir Vieira Gonçalves, SDN
|Graduando em Teologia|
A FIGURA DO VIGÁRIO DE ARS e o ministério do Pe. Júlio Maria De Lombaerd...
“A obrigação que temos de amar o
próximo é tão grande, que Deus a
transforma num mandamento, que coloca logo em seguida àquele a que nos ordena
que amemos com todo o coração”
|VIANNEY, O Cura
de Ars|
Este pequeno texto não trata de uma
biografia e nem mesmo de um compêndio sobre a vida e obra do Pe. Júlio Maria e
nem de São João Maria Vianney, mas de uma breve reflexão sobre o ministério
destes dois personagens. Não me alongarei em decifrar textos de
espiritualidade, mas de descobrir nestes dois homens de Deus, virtudes que nos
inspiram a cada dia a responder com coragem ao chamado de Deus na nossa vida
como para a vida da igreja no Mundo.
O que há de comum na vida destes dois
homens? Como rezavam? Como exerciam seu sacerdócio na comunidade de fé?
Bem, vale lembrar que estes dois
grandes homens viveram em épocas completamente diferentes, mas não se pode
pensar o mesmo quando se trata das necessidades. Como sabemos, toda a fé cristã
baseia-se na experiência fundante de Jesus Cristo, revelação plena de Deus na
História, como também, nos seus ensinamentos, que pra nós cristãos, tratam-se
das normas necessárias para se chegar a plenitude da fé, que é o amor
incondicional a Deus e ao próximo.
O que conduziu com vivacidade a vocação
de cada um foi à intensidade com que viveram seus ministérios, inclusive, o dom
sacerdotal. De um tempo a outro, os dois Homens de Deus se uniram num único
ideal, capaz de transformar a realidade de seus tempos, unindo um passado com o
futuro, num presente muito concreto, e por isso, mesmo inspirador para aqueles
que viessem posteriormente como continuadores de um carisma silencioso, mas
cheio de espiritualidade.
Ambos mostraram em seu tempo que a
maior segurança de toda a vocação, ao chamado de Deus, é a escuta amorosa ao
Senhor que fala e continua a nos falar pela a história. Suas virtudes, os
tragaram para o mais profundo que um homem possa chegar na sua vida, no coração,
que aliais, por estes corações, surgiram os gestos mais ternos de um pai aos
filhos que queriam apenas um consolo, uma esperança, uma bonita oportunidade de
tomar nas mãos a dignidade de se tornarem filhos de Deus.
Rezavam a vida e falavam ao Senhor
as vidas que lhes eram entregues. Não havia oração mais perfeita e mais doce
que falar-lhe ao Pai a vida, como um filho fala das descobertas do dia. Pois
bem, falavam-lhes nos gestos e na acolhida, num ato muito próprio de se
relacionar com o Sagrado, sobretudo, nas Eucaristias. Eram sábios e com
palavras davam conforto a todos que os procuravam nos confessionários.
Exerciam com fé um sacerdócio comum
e unia a eles toda uma assembleia de filhos sedentos da graça de Deus. Padres
que intensificaram num amor-sacrifício os gestos mais verdadeiros de entrega
absoluta a Vontade de Deus, no trabalho, na oração, na acolhida, na fé...
Padres que significaram sacramentalmente a marca de Cristo, o Bom Pastor, que
dá a vida pelas suas Ovelhas, como “curas” de suas respectivas aldeias –
paróquias e que desempenharam as mais bonitas experiências sacerdotais que poderíamos
conhecer.
Por tanto, na ocasião do dia de São
João Maria Vianney, rezemos por todos os padres que conhecemos para que tenham
nestas duas figuras as virtudes necessárias para bem pastorear seu povo, e
acolher com ternura todos os seus filhos como numa grande família... Que atuem
na missionariedade da Palavra de Deus a exemplo de Maria, a Missionária do Pai,
no amor-sacrifício, em tudo, fazer a vontade de Jesus, seu Filho. Enfim, numa
data tão especial que toda a Igreja é chamada a refletir e rezar pela Vocação
Sacerdotal, peçamos sempre ao senhor da Messe que envie operários e missionários
dispostos em tudo fazer a vontade de Deus
Autor: Frt. José Flávio, SDN
Email: flaviogem13@hotmail.com
quarta-feira, 29 de maio de 2013
O encontro com Jesus
Quando uma alma piedosa se aproxima do tabernáculo, para adorar o seu divino hóspede, Jesus fica-lhe sorrindo ternamente; mas quando esta alma se aproxima da Mesa da Comunhão, o Divino menino, velado pelas aparências da hóstia, estende os bracinhos aos que vão recebê-lo. Que alegra para Ele, quando chega o momento da Comunhão, quando ouve ranger no tabernáculo; quando sua prisão se abre. Não pode conter-se!
O sacerdote não se apressa bastante, e às vezes a hóstia sagrada escapa das suas mãos e voa até os lábios do comungante: Jesus tem fome de ser comido: tomai e comei este é meu Corpo!
O fim da Eucaristia é alimentar. Alimentar é dar mais vida. Recebendo mais vida temos mais ser, e na medida que cresce nosso ser espiritual, Deus se estende N'Ele largamente, ampara-se N'Ele mais fortemente, e une-se com Ele mais intimamente.
Pela Sagrada Comunhão recebemos realmente o Corpo de Jesus Cristo, porém o que assimilamos é qualquer coisa de sua vida divinizada. Digamos melhor: é esta própria vida que se apodera de nós, como o oceano se apodera de uma gota d'água caída na imensidade, incorpora-a, absorve-a, pois somos absorvidos pela a divindade |...|.
Possamos encontrar muitas vezes este Jesus, no fundo do tabernáculo, donde ele quer sair para entrar nos nossos corações para tomar posse da nossa alma, uni-la a sua natureza divina, transformá-la na sua graça para que seja um só com Ele - Tu em nós, e nós em Ti! Para que esta união, começada aqui nas trevas, no exílio, possa estender-se até a glória da Trindade Celeste.
|Mistagogia Eucarística do
Pe. Júlio Maria De Lombaerde.
O Lutador, 2009. pp. 30-31|
quarta-feira, 22 de maio de 2013
A Mística do ENCONTRO no itinerário vocacional
| Encontro na Cidade de UNIÃO - PI |
Seguindo a pedagogia do evangelista são Lucas 24, 13-35, fizemos uma divisão em quatro partes.
Lucas narra quatro grandes encontros no caminho de Emaús, a saber: Encontro com meu “eu” ( Lc 24, 13-24 ) este encontro faz os dois discípulos encarar a própria realidade, sofrida, traumática, mas que não poderia ser negada... encontro com a Palavra de Deus (Lc 24, 25-27 ) que faz arder o coração e gera acolhimento do estrangeiro na casa; encontro com o Cristo eucarístico (Lc 24, 28-31) que abre os olhos dos discípulos para reconhecê-LO e o encontro missionário (Lc 24, 32-35) de partilha e alegria que se dá quando os dois discípulo falam da experiência vivida junto ao Mestre...
O caminho vocacional tem um começo decisivo que marca todo o caminhar, a saber, o encontro com Jesus. Mas encontrar com Jesus não significa apreender uma grande ideia, e sim, entrar em relação com uma pessoa, com um projeto existencial. Por isso, todo itinerário vocacional se edifica sobre uma base humana, que chamamos de Encontro com o meu "eu", pois Cristo é o humano por excelência e encontrar-se com Ele significa encontrar a nossa própria humanidade, ou melhor, a nossa condição filial. O encontro com a Palavra de Deus aprofunda o conhecimento de Cristo e nos faz apaixonar pela sua causa de amor. sem este contato amoroso com a Palavra de Deus não poderíamos dizer que somos cristãos, porque "quem desconhece as Escrituras, desconhece Cristo", dizia São Jerônimo. Um terceiro encontro que marca toda experiência cristã, é o encontro à mesa com o Mestre. a Eucaristia abre-nos ao mistério de Deus. É, pois, diante do Altar que se compreende toda vocação cristã. E por último, mas não menos importante, é o Encontro com o outro que está distante, mas que espera uma palavra de animo e esperança, é o que chamamos de encontro missionário.
Foi muito interessante o envolvimento dos jovens na dinâmica do ENCONTRO e como eles também puderam saborear um pouquinho dessa experiência vivida pelos jovens de Emaús.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
O ENVIO DO ESPÍRITO SANTO

Ao dar a seus discípulos poder para que
fizessem os homens renascer em Deus,
o Senhor lhes disse: Ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo (Mt 28,19)
Deus
prometera, por meio dos profetas, que nos últimos tempos derramaria o seu
Espírito sobre os seus servos e servas para que recebessem o dom da profecia.
Por isso, o Espírito Santo desceu sobre o Filho de Deus, que se fez Filho do
homem, habituando-se com ele a conviver com o gênero humano, a repousar sobre
os homens e a morar na criatura de Deus. Assim renovava os homens segundo a
vontade do Pai, fazendo-os passar da sua antiga condição para a vida nova em
Cristo.
São
Lucas nos diz que esse Espírito, depois da ascensão do Senhor, desceu sobre os
discípulos no dia de Pentecostes, com o poder de
dar a vida nova a todos os povos e de fazê-los participar da Nova Aliança. Eis
por que, naquele dia, todas as línguas se uniram no
mesmo louvor de Deus, enquanto o Espírito
congregava na unidade as raças mais diferentes e oferecia ao Pai as primícias
de todas as nações.
Foi
por isso que o Senhor prometeu enviar o Paráclito, que os tornaria capazes de
receber a Deus. Assim como a farinha seca não pode, sem água, tornar-se uma só
massa nem um só pão, nós também, que somos muitos, não poderíamos
transformar-nos num só corpo, em Cristo Jesus, sem a água que vem do céu. E
assim como a terra árida não produz fruto se não for regada, também nós, que
éramos antes como uma árvore ressequida, jamais daríamos frutos de vida, sem a
chuva da graça enviada do alto.
Com
efeito, nossos corpos receberam, pela água do batismo, aquela unidade que os
torna incorruptíveis; nossas almas, porém, a receberam pelo Espírito. O
Espírito de Deus desceu sobre o Senhor como espírito de sabedoria e
discernimento, espírito de conselho e fortaleza, espírito de ciência e de temor
de Deus (Is 11,2). É este mesmo Espírito que o Senhor por sua vez deu
à Igreja, enviando do céu o Paráclito sobre toda a terra, daquele céu de onde
também Satanás caiu como um relâmpago (cf. Lc 10,18).
Por
esse motivo, temos necessidade deste orvalho da graça de Deus para darmos fruto
e não sermos lançados ao fogo, e para que também tenhamos um Defensor onde
temos um acusador. Pois o Senhor confiou ao Espírito Santo o cuidado da sua
criatura, daquele homem que caíra nas mãos dos ladrões e a quem ele, cheio de
compaixão, enfaixou as feridas e deu dois denários reais. Tendo assim recebido
pelo Espírito a imagem e a inscrição do Pai e do Filho, façamos frutificar os
dons que nos foram confiados e os restituamos multiplicados ao Senhor.
Do Tratado contra as
heresias, de Santo Irineu, bispo
(Lib.
3,17,1-3:SCh34,302-306) / (Séc.II)
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Maria, Mãe e Mestra da espiritualidade julimariana
Pe. Júlio Maria de
Lombaerde via em Maria o caminho seguro para se aprender a vontade de Deus. Maria foi sua mãe e mestra de vida
espiritual e de seu apostolado junto ao Povo de Deus.
Maria plasmou o jeito de ser e de
viver do nosso Fundador. Nos seus escritos não
encontramos um simples “devocionismo” ou uma piedade mariana desencarnada da
realidade. Temos uma catequese mariana enraizada na contemplação dos mistérios
de Deus presentes na vida de Maria. Pe. Júlio Maria fala de Nossa
Senhora a partir de sua experiência de fé, tendo sempre em vista a rica
Tradição da Igreja.
Pe. Júlio Maria De Lombaerde não faz
uma “mariologia”, no sentido primeiro do termo. O seu grande esforço
está em mostrar que a devoção a Maria Santíssima tem como ponto de referência o
próprio a pessoa de Jesus Cristo. “Para assemelhar-se a Jesus é
indispensável tornar-se parecido com Maria”, escreve o nosso Fundador, ou
ainda, “Quereis formar almas eucarísticas? Formai almas marianas! Quereis levar
almas aos pés de Jesus Cristo? Lançai-as nos braços de Maria”. Podemos dizer que sua “mariologia” se faz em
vista de uma “cristologia”. O seu foco principal é Jesus e a salvação que nos
vem por meio d’Ele.
Nas meditações de nosso Fundador
percebemos um forte interesse eclesiológico. Maria é mãe de Jesus e de todos os
cristãos e é modelo acabado da igreja. Segundo o Pe. Júlio Maria, “a Virgem
Maria é o mais profundo reflexo da doutrina da Igreja, por que nos mostra
perfeitamente Jesus Cristo, fundador da mesma. Ao primeiro encontro do céu e da
terra, a Verdade divina apresenta-se no mais amplo desenvolvimento, contendo em
si mesma todo cristianismo e pela sua união a Maria, por efeito de
reciprocidade, todo o cristianismo está repleto da Virgem- Mãe... Deste modo é
pelo conhecimento do culto de Maria que podemos estudar e contemplar tudo que
há de interior e profundo na Igreja, da qual é boa e caridosa Mãe. Como
contraprova, não se reconhece perfeitamente Maria e não podemos honrá-la
dignamente, senão entrando no espírito desta mesma Igreja, a quem foi confiado
o místico santuário de seu amor.”
Neste sentido, sua reflexão está em
pleno acordo com o que dirá mais tarde o Concílio Vaticano II: “Como Maria,
a Igreja também deve ser Mãe e Virgem: Mãe, porque a Igreja também deve gerar
novos filhos; Virgem, porque a Igreja também deve guardar-se ‘íntegra’ para o
seu esposo” (LG, n. 67). Maria é apresentada como a “imagem” exemplar da
Igreja.
No pensamento do Pe. Júlio
Maria, a Virgem Mãe é modelo de vida para todos os cristãos. De modo especial,
para os seus religiosos. Estes deveriam olhar para a Virgem Maria e reterem
para si tudo o que ela viveu e nos deixou como exemplo: a escuta atenta à Palavra de Deus; o silêncio meditativo, a
humildade, o despojamento, a
generosidade, a virgindade fecunda, a oração cotidiana; o
ardor e o fervor pelo anúncio do Reino de Deus, o cuidado e a preocupação com
os mais pobres, etc.
Com o Pe. Júlio Maria, aprendemos que Maria é
nossa mestra de vida espiritual, modelo de contemplação eucarística e de
cumprimento das exigências eucarísticas no mundo. Ela é mestra na
vivência eucarística, porque soube muito bem ouvir e acolher a Palavra de Deus.
Ainda: foi capaz de discernir com sabedoria a vontade de Deus por meio de uma
profunda vida de oração. Como escreve o Papa João Paulo II, “Maria é mulher
‘eucarística’ na totalidade da sua vida. [...]. Maria praticou a sua fé
eucarística ainda antes de ser instituída a Eucaristia, quando ofereceu o seu
ventre virginal para a encarnação do Verbo de Deus. A Eucaristia, ao mesmo
tempo que evoca a paixão e a ressurreição, coloca-se no prolongamento da
encarnação. E Maria, na anunciação, concebeu o Filho divino também na realidade
física do corpo e do sangue, em certa medida antecipando n'Ela o que se realiza
sacramentalmente em cada crente quando recebe, no sinal do pão e do vinho, o
corpo e o sangue do Senhor” (Ecclesia de Eucharistia, n. 53 e 55).
Na companhia terna da Virgem de Nazaré, com os
olhos fixos em Jesus Cristo, “razão da nossa esperança”, caminhemos
pelas vias da nossa existência na certeza da presença do Senhor sempre conosco.
Que a Mãe da Eucaristia nos mostre o fruto bendito do seu ventre e nos ensine a
responder sim ao chamado que Ele nos faz, a fim de que saiamos de nós mesmos e
trilhemos no rumo de nossos irmãos e irmãs mais necessitados do nosso afeto e
serviço, como fez Maria na visita à sua prima Isabel, para que, juntos cantemos
as maravilhas que o nosso Deus realiza constantemente em nossa vida.
Diác. Frt. Rodrigo Ferreira, SDN - Na ocasião da Festa de N. Sra. do Smo Sacramento comemorado no dia 13 de maio - Dia dos Sacramentinos
quinta-feira, 9 de maio de 2013
O que é a SANTIDADE?
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Imaginando uma conversa com o nosso Fundador, certamente Ele não polparia nas suas palavras, cheias de missionariedade em dizer que: a santidade é o abrir-se nas coisas mais simples à caridade de Deus. Isso, por que a sua vida missionária compreendia a concretização desta caridade na vida de tantas pessoas sofridas com que Ele conviveu em seu tempo.
sábado, 27 de abril de 2013
Diá. Frt. Rodrigo, SDN, parabéns!
Aconteceu no último dia 21 de abril na Igrejinha de N. Sra da Conceição, no distrito de Pajuçara, Maracanaú-CE, a Ordenação Diaconal do então: Diác. Frt. Rodrigo, SDN.
Em clima de muita oração, Dom Vasconcelos, Bispo-Auxiliar de Fortaleza, destacou a importância do "Pastor para que tenha o cheiro das ovelhas que cuida" fazendo alusão a carta do Papa Francisco, na ocasião do Dia Mundial de Oração pelas Vocações. E mais, destacando o lema escolhido pelo Ordenando, ainda despertou-nos para que estivéssemos atentos para ouvir a voz de Deus que nos chama e espera de nós uma resposta corajosa. Enfim, parabéns Diác. Frt. Rodrigo, SDN, pelo seu "sim" a Deus e a sua igreja. Para que neste novo ministério de Serviço ao povo de Deus seja para todos nós um momento de pura doação, no amor e Sacrifício.
segunda-feira, 25 de março de 2013
84 anos de História...
Vinte e Cinco de março, Festa da
Anunciação do Senhor. Data que marca a Fundação dos Missionários de N. Sra. do
Smo. Sacramento ocorrido no ano de 1929 pelo grande missionário belga, Pe.
Júlio Maria De Lombaerd, em Manhumirim, Minas Gerais. Por tanto, ao comemorarmos
84 anos de vida missionária da primeira Congregação masculina do Brasil,
redemos graças ao Pai, fonte de toda a vida da Igreja, pelo dom missionário de
estarmos inseridos no meio popular, tanto no Brasil, como na África. Redemos a
Deus pelos nossos irmãos que são presença missionária-eucaristico-mariana nos
meios de comunicação, na Formação, nas assistências aos menos favorecidos por
meio dos nossos projetos sociais, como também, na formação bíblica e
missionária em nossas Paróquia e Áreas Missionárias.
Parabéns a todos nós!
Editores do Blogger
quarta-feira, 20 de março de 2013
SÃO JOSÉ...
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| Foto: Frt. José Flávio, SDN |
Pe. Júlio Maria De Lombaerd fez uma “Josefologia” usando o texto do Evangelho de Mateus 1, 18-21. Logo no inicio de sua reflexão, o autor nos presenteia com o seguinte comentário: "O Evangelho resume toda a grandeza de José, dizendo que era um homem justo. Sim, era justo, o mais justo dos homens, como convém a sua dignidade; mas nesta própria dignidade, José não é como os demais santos: é uma luz que brilha, é uma sombra que suaviza que esconde o que olhos humanos não devem ver e que o demônio deve ignorar. Sob este respeito, a vida de São José é mais que admirável, é a ação de Deus, na vida de Jesus.” (Ev. das Festas Litúrgicas e dos Santos Populares)
|Pesquisador: Pe. Marcos Alencar Duarte, SDN|
quarta-feira, 13 de março de 2013
ENVIAI SENHOR OPERÁRIOS A VOSSA MESSE...
Olá amigos(as),
![]() |
| Convite Oficial da Ordenação |
Deus nos chama e continua chamando homens e mulheres para que sua Palavra seja conhecida no mundo.
São nas coisas pequenas que Deus propõe seu sinal, que somente os misticos conseguem perceber. Por isso, rezemos pela a igreja, de modo especial pelos seus ministérios. Rezemos como Congregação neste momento tão bonito na vida do nosso Irmão e Companheiro de Missão, Frt. Rodrigo,sdn, que no próximo dia 21 de abril, 2013 - Festa do Bom Pastor, receberá das mãos de Dom Vasconcelos a Ordem do Diaconato. Por tanto, fiquem atentos, e desde já convidados!
segunda-feira, 4 de março de 2013
Missionários Sacramentinos - Regional - Ceará
Olá amigos(as),
sejam bem-vindos ao nosso Blogger da Casa de Formação Pe. Júlio Maria. Este é o nosso espaço de partilharmos nossa vida missionária, como também, de vivermos nossa missionariedade... Por tanto, receba do nosso regional sacramentino do Ceará nossos mais sinceros votos de: Boas Vindas!
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