quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

PE. JÚLIO MARIA, O JOVEM MISSIONÁRIO


“Juventude missionária, inquieta e Solidária! Do reino da justiça, alegres mensageiros, profetas, companheiros, vivendo pela paz. Em Cristo batizados, ao mundo enviados, nós somos missionários do amor que Deus nos traz!” 


Ser jovem é sorrir para a vida. Encarar a novidade do existir com ousadia. Olhar para o passado com gratidão, para o presente com reverência e para o futuro com esperança! É enfrentar, com liberdade e criatividade, a comédia da vida, sem perder de vista o rosto do outro que clama por cuidado e atenção, ao qual somos eternamente responsáveis. Nota-se que há uma convergência muito peculiar entre ser jovem e ser missionário. Uma vez que a missionariedade diz respeito primeiramente ao nosso encantamento com a vida que nos faz comprometidos em defendê-la diante das ameaças e promovê-la em todas as circunstâncias, a fim de que todos possamos viver com abundância e gratidão a dádiva da existência.
            Foi nessa perspectiva que os jovens da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Pajuçara/CE rezaram, meditaram e refletiram a vida e a missão do Servo de Deus, Pe. Júlio Maria De Lombaerde. Nas três primeiras semanas do mês de fevereiro foram realizados três encontros nos grupos de jovens, de crisma e coroinhas da paróquia que encerrou com um encontrão com todas as juventudes da paróquia no dia 23/02/14, na Casa de Formação Pe. Júlio Maria, que reuniu mais de 200 jovens para refletir, celebrar e aprofundar a história paradigmática desse grande missionário Pe. Júlio Maria De Lombaerde.
 Os encontros tiveram como tema: 1º O jovem e o encantamento com a vida; 2º O jovem e o compromisso com a vida; 3º O jovem e a vida revolucionária. A vida missionária do Pe. Júlio Maria De Lombaerde foi o grande farol que iluminou toda a reflexão durante os encontros.  Pois o tema geral que nos conduziu foi: Pe. Júlio Maria De Lombaerde, o jovem missionário. Este que desde a terna idade já sentia em seu coração o encantamento e o compromisso com a vida do mundo.  “Na idade de 15 anos, entrei para a Escola normal, de Torhout, onde fiz dois anos de preparação para o diploma (de professor). No momento em que ia recebê-lo e me tornaria o arrimo de minha mãe, deixei tudo, rompi com meu futuro temporal e com as esperanças de minha família, para sacrificar-me à glória do divino Mestre” (Pe. Julio Maria).
            A vida do Pe. Júlio Maria, sua ousadia missionária, seu amor pela Igreja, seu cuidado com os pobres, sua coragem frente aos desafios, etc. não estão presos num passado longínquo. Pelo contrário, o seu testemunho de missionário continua encantando e inspirando muitos outros jovens ainda hoje a fazerem de suas vidas uma “oferenda perfeita” para o serviço do Reino. Contemplar a vida desse Jovem missionário que não hesitou em responder sim ao chamado do Senhor, e com coragem deixou tudo: pátria, família, amigos, carreira de pregador e escritor, etc. para partir em missão, diz muito para a nossa juventude hoje, tão carente de referências. A palavras do Pe. Missionário não deixam de ser para nós um apelo, uma inquietação. Como escreve o próprio Pe. Júlio Maria, “o mais perfeito, o mais heroico, o mais agradável a Deus era partir para as missões, deixando para trás as sedutoras esperanças.”

Por: Pe. Rodrigo Ferreira, SDN
Animador da Pastoral Vocacional Sacramentina - Região Nordeste

 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Um pouquinho do nosso FUNDADOR...

Júlio Emílio Alberto De Lombaerde (nome de batismo do Pe. Júlio Maria), nasceu em 07 de janeiro de 1878, na Bélgica. Desde muito jovem, Júlio Emílio, procurou um sentido para sua vida, respondendo a sua vocação, tornando-se missionário, religioso, sacerdote, escritor... Foi enviado, em missão, para o Brasil no ano 1912, durante seus 32 anos como missionário em terras brasileiras, aqui ele fundou três Congregações: As Filhas do Coração Imaculado de Maria (1916), os Missionários Sacramentinos de Nossa Senhora (1928) e Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora (1929). 
Padre Júlio Maria De Lombaerde, proclamou a Eucaristia, difundiu o culto da virgem Santa, defendeu a Santa Igreja; com “Amor e Sacríficio” deu a vida pela salvação das almas.  Deixemos que Dom Antônio Affonso de Miranda, SDN (uma das pessoas ainda vivas que conviveram com o Pe. Júlio Maria), nos fale um pouco sobre este ousado missionário:
Como transcorreram os primeiros anos do Padre Júlio Maria no lar e na escola?
Pouco sabemos a esse respeito. E não é para estranhar, porque, de modo geral, pouco se sabe da infância de todos os grandes homens. Um destino providencial parece esconder-lhes em véus de sombra a quadra mais sorridente da existência.
Jesus mesmo, suja infância deve ter sido o que de mais belo e grandioso imaginar se possa, não descobriu aos olhos mortais senão um fato de sua meninice: aquele, aliás, em que parece ter deixado de ser criança para tornar-se homem e Mestre entre os mestres dos outros homens.
Certa feita, o dia era chuvoso, os caminhos escorregadios. Bem perto do colégio cai o pequeno numa poça de lama, exovalhando o belo pimpão branco. Chega à escola chorando. A Irmã Rosa toma-o tal qual está vestido e leva-o para a ducha d’àgua.
Naquele dia, Júlio Emílio não foi à aula. Enquanto, com esmero de mãe, Irmã Rosa enxugava e engomava a sua roupeta, ficou assentadinho, envolto num camisolão felpudo, recostado no espaldar de uma cadeira, na sala de visitas.
Colocou-lhe diante a Irmã muitas revistas missionárias naquelas horas de prisão voluntária. Aquele dia de escola transmudou-se na mais suave das recreações.
Quando, quase ao fim da vida, ele narrava esse episódio simples, sentiam os ouvintes o peso de uma recordação e o profundo de uma saudade.
|Material preparado pela Pastoral da Juventude
 para os encontros na Paróquia N. Sra.
da Conceição de Pajuçara, para a PJ, Pastoral do

Crisma e Coroinhas: Fonte: Dom Afonso de Miranda|