“A obrigação que temos de amar o
próximo é tão grande, que Deus a
transforma num mandamento, que coloca logo em seguida àquele a que nos ordena
que amemos com todo o coração”
|VIANNEY, O Cura
de Ars|
Este pequeno texto não trata de uma
biografia e nem mesmo de um compêndio sobre a vida e obra do Pe. Júlio Maria e
nem de São João Maria Vianney, mas de uma breve reflexão sobre o ministério
destes dois personagens. Não me alongarei em decifrar textos de
espiritualidade, mas de descobrir nestes dois homens de Deus, virtudes que nos
inspiram a cada dia a responder com coragem ao chamado de Deus na nossa vida
como para a vida da igreja no Mundo.
O que há de comum na vida destes dois
homens? Como rezavam? Como exerciam seu sacerdócio na comunidade de fé?
Bem, vale lembrar que estes dois
grandes homens viveram em épocas completamente diferentes, mas não se pode
pensar o mesmo quando se trata das necessidades. Como sabemos, toda a fé cristã
baseia-se na experiência fundante de Jesus Cristo, revelação plena de Deus na
História, como também, nos seus ensinamentos, que pra nós cristãos, tratam-se
das normas necessárias para se chegar a plenitude da fé, que é o amor
incondicional a Deus e ao próximo.
O que conduziu com vivacidade a vocação
de cada um foi à intensidade com que viveram seus ministérios, inclusive, o dom
sacerdotal. De um tempo a outro, os dois Homens de Deus se uniram num único
ideal, capaz de transformar a realidade de seus tempos, unindo um passado com o
futuro, num presente muito concreto, e por isso, mesmo inspirador para aqueles
que viessem posteriormente como continuadores de um carisma silencioso, mas
cheio de espiritualidade.
Ambos mostraram em seu tempo que a
maior segurança de toda a vocação, ao chamado de Deus, é a escuta amorosa ao
Senhor que fala e continua a nos falar pela a história. Suas virtudes, os
tragaram para o mais profundo que um homem possa chegar na sua vida, no coração,
que aliais, por estes corações, surgiram os gestos mais ternos de um pai aos
filhos que queriam apenas um consolo, uma esperança, uma bonita oportunidade de
tomar nas mãos a dignidade de se tornarem filhos de Deus.
Rezavam a vida e falavam ao Senhor
as vidas que lhes eram entregues. Não havia oração mais perfeita e mais doce
que falar-lhe ao Pai a vida, como um filho fala das descobertas do dia. Pois
bem, falavam-lhes nos gestos e na acolhida, num ato muito próprio de se
relacionar com o Sagrado, sobretudo, nas Eucaristias. Eram sábios e com
palavras davam conforto a todos que os procuravam nos confessionários.
Exerciam com fé um sacerdócio comum
e unia a eles toda uma assembleia de filhos sedentos da graça de Deus. Padres
que intensificaram num amor-sacrifício os gestos mais verdadeiros de entrega
absoluta a Vontade de Deus, no trabalho, na oração, na acolhida, na fé...
Padres que significaram sacramentalmente a marca de Cristo, o Bom Pastor, que
dá a vida pelas suas Ovelhas, como “curas” de suas respectivas aldeias –
paróquias e que desempenharam as mais bonitas experiências sacerdotais que poderíamos
conhecer.
Por tanto, na ocasião do dia de São
João Maria Vianney, rezemos por todos os padres que conhecemos para que tenham
nestas duas figuras as virtudes necessárias para bem pastorear seu povo, e
acolher com ternura todos os seus filhos como numa grande família... Que atuem
na missionariedade da Palavra de Deus a exemplo de Maria, a Missionária do Pai,
no amor-sacrifício, em tudo, fazer a vontade de Jesus, seu Filho. Enfim, numa
data tão especial que toda a Igreja é chamada a refletir e rezar pela Vocação
Sacerdotal, peçamos sempre ao senhor da Messe que envie operários e missionários
dispostos em tudo fazer a vontade de Deus
Autor: Frt. José Flávio, SDN
Email: flaviogem13@hotmail.com

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