sábado, 3 de agosto de 2013

A FIGURA DO VIGÁRIO DE ARS e o ministério do Pe. Júlio Maria De Lombaerd...

“A obrigação que temos de amar o próximo  é tão grande, que Deus a transforma num mandamento, que coloca logo em seguida àquele a que nos ordena que amemos com todo o coração”
 |VIANNEY, O Cura de Ars|

            Este pequeno texto não trata de uma biografia e nem mesmo de um compêndio sobre a vida e obra do Pe. Júlio Maria e nem de São João Maria Vianney, mas de uma breve reflexão sobre o ministério destes dois personagens. Não me alongarei em decifrar textos de espiritualidade, mas de descobrir nestes dois homens de Deus, virtudes que nos inspiram a cada dia a responder com coragem ao chamado de Deus na nossa vida como para a vida da igreja no Mundo.  
            O que há de comum na vida destes dois homens? Como rezavam? Como exerciam seu sacerdócio na comunidade de fé?
            Bem, vale lembrar que estes dois grandes homens viveram em épocas completamente diferentes, mas não se pode pensar o mesmo quando se trata das necessidades. Como sabemos, toda a fé cristã baseia-se na experiência fundante de Jesus Cristo, revelação plena de Deus na História, como também, nos seus ensinamentos, que pra nós cristãos, tratam-se das normas necessárias para se chegar a plenitude da fé, que é o amor incondicional a Deus e ao próximo.
            O que conduziu com vivacidade a vocação de cada um foi à intensidade com que viveram seus ministérios, inclusive, o dom sacerdotal. De um tempo a outro, os dois Homens de Deus se uniram num único ideal, capaz de transformar a realidade de seus tempos, unindo um passado com o futuro, num presente muito concreto, e por isso, mesmo inspirador para aqueles que viessem posteriormente como continuadores de um carisma silencioso, mas cheio de espiritualidade.
            Ambos mostraram em seu tempo que a maior segurança de toda a vocação, ao chamado de Deus, é a escuta amorosa ao Senhor que fala e continua a nos falar pela a história. Suas virtudes, os tragaram para o mais profundo que um homem possa chegar na sua vida, no coração, que aliais, por estes corações, surgiram os gestos mais ternos de um pai aos filhos que queriam apenas um consolo, uma esperança, uma bonita oportunidade de tomar nas mãos a dignidade de se tornarem filhos de Deus.
            Rezavam a vida e falavam ao Senhor as vidas que lhes eram entregues. Não havia oração mais perfeita e mais doce que falar-lhe ao Pai a vida, como um filho fala das descobertas do dia. Pois bem, falavam-lhes nos gestos e na acolhida, num ato muito próprio de se relacionar com o Sagrado, sobretudo, nas Eucaristias. Eram sábios e com palavras davam conforto a todos que os procuravam nos confessionários.
            Exerciam com fé um sacerdócio comum e unia a eles toda uma assembleia de filhos sedentos da graça de Deus. Padres que intensificaram num amor-sacrifício os gestos mais verdadeiros de entrega absoluta a Vontade de Deus, no trabalho, na oração, na acolhida, na fé... Padres que significaram sacramentalmente a marca de Cristo, o Bom Pastor, que dá a vida pelas suas Ovelhas, como “curas” de suas respectivas aldeias – paróquias e que desempenharam as mais bonitas experiências sacerdotais que poderíamos conhecer.
            Por tanto, na ocasião do dia de São João Maria Vianney, rezemos por todos os padres que conhecemos para que tenham nestas duas figuras as virtudes necessárias para bem pastorear seu povo, e acolher com ternura todos os seus filhos como numa grande família... Que atuem na missionariedade da Palavra de Deus a exemplo de Maria, a Missionária do Pai, no amor-sacrifício, em tudo, fazer a vontade de Jesus, seu Filho. Enfim, numa data tão especial que toda a Igreja é chamada a refletir e rezar pela Vocação Sacerdotal, peçamos sempre ao senhor da Messe que envie operários e missionários dispostos em tudo fazer a vontade de Deus
             

Autor: Frt. José Flávio, SDN

Email: flaviogem13@hotmail.com

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