Júlio Emílio Alberto De Lombaerde
(nome de batismo do Pe. Júlio Maria), nasceu em 07 de janeiro de 1878, na
Bélgica. Desde muito jovem, Júlio Emílio, procurou um sentido para sua vida,
respondendo a sua vocação, tornando-se missionário, religioso, sacerdote,
escritor... Foi enviado, em missão, para o Brasil no ano 1912, durante seus 32
anos como missionário em terras brasileiras, aqui ele fundou três Congregações:
As Filhas do Coração Imaculado de Maria (1916), os Missionários Sacramentinos
de Nossa Senhora (1928) e Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora (1929).
Padre
Júlio Maria De Lombaerde, proclamou a Eucaristia, difundiu o culto da virgem
Santa, defendeu a Santa Igreja; com “Amor e Sacríficio” deu a vida pela
salvação das almas. Deixemos que Dom
Antônio Affonso de Miranda, SDN (uma das pessoas ainda vivas que conviveram com
o Pe. Júlio Maria), nos fale um pouco sobre este ousado missionário:
Como
transcorreram os primeiros anos do Padre Júlio Maria no lar e na escola?
Pouco
sabemos a esse respeito. E não é para estranhar, porque, de modo geral, pouco
se sabe da infância de todos os grandes homens. Um destino providencial parece
esconder-lhes em véus de sombra a quadra mais sorridente da existência.
Jesus
mesmo, suja infância deve ter sido o que de mais belo e grandioso imaginar se
possa, não descobriu aos olhos mortais senão um fato de sua meninice: aquele,
aliás, em que parece ter deixado de ser criança para tornar-se homem e Mestre
entre os mestres dos outros homens.
Certa
feita, o dia era chuvoso, os caminhos escorregadios. Bem perto do colégio cai o
pequeno numa poça de lama, exovalhando o belo pimpão branco. Chega à escola
chorando. A Irmã Rosa toma-o tal qual está vestido e leva-o para a ducha
d’àgua.
Naquele
dia, Júlio Emílio não foi à aula. Enquanto, com esmero de mãe, Irmã Rosa enxugava
e engomava a sua roupeta, ficou assentadinho, envolto num camisolão felpudo,
recostado no espaldar de uma cadeira, na sala de visitas.
Colocou-lhe
diante a Irmã muitas revistas missionárias naquelas horas de prisão voluntária.
Aquele dia de escola transmudou-se na mais suave das recreações.
Quando,
quase ao fim da vida, ele narrava esse episódio simples, sentiam os ouvintes o
peso de uma recordação e o profundo de uma saudade.
|Material preparado pela Pastoral da Juventude
para os encontros na
Paróquia N. Sra.
da Conceição de Pajuçara, para a PJ,
Pastoral do
Crisma e Coroinhas: Fonte: Dom Afonso de
Miranda|

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