sexta-feira, 25 de abril de 2014

A Pedagogia do Caminho

            Na celebração da Páscoa do Senhor somos VOCACIONADOS as experiências fundantes que marcaram as vidas dos primeiros cristãos quando ainda estavam que a atordoados logo depois o episódio da cruz. Dediquemos nestas poucas linhas o trajeto de Emaús, como uma das experiências que nos possibilita a um encontro decisivo com Jesus que vem ao nosso encontro, falar das coisas do Pai e, logo em seguida, nos apresentar a Eucaristia, como impulso missionário para toda a Igreja.
            Segundo o Evangelho de Lucas, a ressurreição marcou profundamente a vida dos discípulos de Jesus, isto porque, cada um que com Ele viveu, pôde experimentar de forma diferente o mesmo evento: seja no Túmulo vazio, no jardim, no cenáculo ou até mesmo no caminho. É Cristo, a Revelação plena de Deus Pai que faz brotar no coração de seus seguidores um sentimento verdadeiramente missionário e eficaz para testemunhar com a vida a razão do nosso crer e do nosso ser no Mundo.
            O trajeto para Emaús foi o lugar fundamental para compreender que toda a experiência com Jesus, dar-se por meio de um processo, de um caminhar. Sem essa condição, nossa VOCAÇÃO e capacidade de crer ficam incompletas. É Jesus mesmo que toma o caminho, como lugar pedagógico, para uma verdadeira experiência com o Ressuscitado que exige de nós apenas um companheirismo nesta caminhada. Jesus toma a iniciativa, caminha, fala das Escrituras. No entanto, seus gestos e palavras transformam um caminho que antes se mostravam turvos em um trajeto claro e compensativo, ao ponto de tomar a iniciativa de permanecer com eles, através da Eucaristia, fruto do seu amor e gesto mais sublime da sua redenção. Somente na fração do pão, como na profissão de fé, é que a experiência com o Ressuscitado impõe uma nova rota, para que todos pudessem também experimentar as consequências do caminho com Jesus que se revela no seio da Comunidade.
            Com tudo, a Páscoa nos possibilita a um trajeto amoroso com Deus por meio de seu Filho que nos dignificou em sua morte para a nossa verdadeira VOCAÇÃO a qual fomos criados. Como irmãos(ã), a Ressurreição de Jesus como, os efeitos que tal evento produziram na Igreja ao longo deste dois milênios de anuncio, nos possibilita a uma condição filial da graça divina a sermos em Cristo, por Ele, verdadeiras testemunhas da Salvação.  




Escrito por: Frt. José Flávio, SDN
Estudante de Teologia pela Faculdade Católica de Fortaleza – CE
Residente na Casa de Formação Pe. Júlio Maria

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