Na celebração da Páscoa do Senhor
somos VOCACIONADOS as experiências fundantes que marcaram as vidas dos
primeiros cristãos quando ainda estavam que a atordoados logo depois o episódio
da cruz. Dediquemos nestas poucas linhas o trajeto de Emaús, como uma das
experiências que nos possibilita a um encontro decisivo com Jesus que vem ao
nosso encontro, falar das coisas do Pai e, logo em seguida, nos apresentar a Eucaristia,
como impulso missionário para toda a Igreja.
Segundo
o Evangelho de Lucas, a ressurreição marcou profundamente a vida dos discípulos
de Jesus, isto porque, cada um que com Ele viveu, pôde experimentar de forma
diferente o mesmo evento: seja no Túmulo vazio, no jardim, no cenáculo ou até
mesmo no caminho. É Cristo, a Revelação plena de Deus Pai que faz brotar no
coração de seus seguidores um sentimento verdadeiramente missionário e eficaz
para testemunhar com a vida a razão do nosso crer e do nosso ser no Mundo.
O
trajeto para Emaús foi o lugar fundamental para compreender que toda a
experiência com Jesus, dar-se por meio de um processo, de um caminhar. Sem essa
condição, nossa VOCAÇÃO e capacidade de crer ficam incompletas. É Jesus mesmo
que toma o caminho, como lugar pedagógico, para uma verdadeira experiência com
o Ressuscitado que exige de nós apenas um companheirismo nesta caminhada. Jesus
toma a iniciativa, caminha, fala das Escrituras. No entanto, seus gestos e
palavras transformam um caminho que antes se mostravam turvos em um trajeto
claro e compensativo, ao ponto de tomar a iniciativa de permanecer com eles,
através da Eucaristia, fruto do seu amor e gesto mais sublime da sua redenção.
Somente na fração do pão, como na profissão de fé, é que a experiência com o Ressuscitado
impõe uma nova rota, para que todos pudessem também experimentar as consequências
do caminho com Jesus que se revela no seio da Comunidade.
Com
tudo, a Páscoa nos possibilita a um trajeto amoroso com Deus por meio de seu
Filho que nos dignificou em sua morte para a nossa verdadeira VOCAÇÃO a qual
fomos criados. Como irmãos(ã), a Ressurreição de Jesus como, os efeitos que tal
evento produziram na Igreja ao longo deste dois milênios de anuncio, nos
possibilita a uma condição filial da graça divina a sermos em Cristo, por Ele,
verdadeiras testemunhas da Salvação.
Escrito por: Frt. José Flávio, SDN
Estudante de Teologia pela Faculdade Católica de Fortaleza – CE
Residente na Casa de Formação Pe. Júlio Maria

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